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26 agosto, 2010

Mis libros (XXII)

El clasicismo y la lusopatía me llevó a este heterónimo de Pessoa. Odas de Ricardo Reis, que Ángel Campos Pámpano tradujo en Pre-Textos en el año 1995.

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)

Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.

Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.

Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.

Amemo-nos tranquilamente, pensando que podiamos,
Se quise'ssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.

Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento -
Este momento em que sossegadamente nao cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.

Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-as de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.

E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim - à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

01 diciembre, 2008

Cosas que encuentro




















Nos enseñaron a no llorar
abriendo bien los ojos
para que la lágrima
no hiciera un surco en el rostro
con un sincero movimiento involuntario del párpado.

Cierro los ojos
y bebo en tus páginas de  
girasoles siempre
mirando al sol, 
de la vida nos iremos
tranquilos, teniendo
ni el remordimiento
de haber vivido.
Y en cada verso de él
voy encontrando tu voz.

Me encuentro cosas, rebuscando allí y allá. A veces no digo dónde las encontré, ni cito autores. De nada me apropio y de nada me lucro. Es así que los versos son de todos. Los buenos y los malos.

Historia de mi colección de "Fuellas"

Las navidades de 1984 las pasé, como era habitual, en Monzón. Y allí pude ver en el informativo regional de RTVE en Aragón una noticia sobre...